PRECEITOS
DO NASCIMENTO
No
lento evoluir da humanidade, é interessante observar-se como
certos usos e costumes vão sendo substituídos ou abandonados.
Essa mudança não se opera, todavia, ao mesmo tempo em
todos os lugares. Sempre há sobrevivências que permitem
a pesquisa minuciosa dos fatos.
Antigamente,
por exemplo, quando nascia um menino, a mulher observava um resguardo
de 40 dias, prazo que era diminuído para 30 dias se fosse menina.
Os
pais convidavam seus amigos e parentes para beber o "mijo"
do recém nascido, isto é, um vinho apropriado. Esse
costume não se verifica mais.
A
criança ao nascer, era defumada com alfazema, mirra, benjoim
e incenso. Esse costume é de fundo religioso. O próprio
JESUS CRISTO, que para os umbandistas é OXALÁ GUIAN,
recebeu presentes de defumador dos três REIS MAGOS. Destinava-se
o defumador a livrar do mal aquele que nascia neste planeta carregado.
Ao
completar um mês de idade, a criança era apresentada
à lua cheia. Havia também, a observância do CICLO
SETENÁRIO.
Aos
7 dias (crise do umbigo), aos 7 meses e aos 7 anos, tinha-se com a
criança, cuidados especiais.
Aliás,
entre os hindus, a idade de 7 anos é de um grande significado
pois, marca a transição entre a vidência e um
novo estado psíquico. Até aos 7 anos, a criança
vê coisas que o adulto sem mediunidade não percebe. Diz-se
que a criança "mente" quando afirma que viu isto
ou aquilo.
Se
a criança apresentava fraqueza nas pernas, custava a andar,
passavam-lhe baba de boi.
Os
homens abandonam usos e costumes que têm fundamentos, mas não
podem destruir o poder da NATUREZA. Os ciclos se repetem com a mesma
eterna regularidade. Tudo acontece no prazo determinado. Assim, cada
espécie animal tem seu período certo de vida, em termos
médios. Contra os ciclos naturais, a ciência nada pode.
Durante
a geração, a criança está sob a influência
de um espírito da natureza. Quando nasce e recebe o sopro vital,
é entregue a um espírito evolutivo. O cerimonial do
defumador e do vinho é exatamente para saudar o espírito
que chegou para cumprir a missão que lhe foi reservada.